Sábado, 26 de Novembro de 2011
A Dream and an Illusion (capítulo 11)

 A partir do  momento que não consegui avistar mais a ambulância, lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto, como se não tivesse fim, como uma torneira aberta, os meus olhos começaram a ficar enxaguados, via tudo turvo, tudo á minha volta começava a parecer água, fechei os olhos e tapei a cara com ambas as mãos, baixei a cabeça e limitei-me a chorar, a Débora e a Carlota chegaram rapidamente á minha beira, com o seu olhar dirigido a mim, nem me preocupei, parecia que nem estava cá, que estava sozinha, que ninguém estava á minha volta, e agora não tinha a minha mãe para dizer “calma Inês, já passou, vai correr tudo bem”, afastei um pouco os dedos e olhei para eles através dos curtos intervalos que havia entre as mãos.

Débora: Estás a chorar ? – olhou-me com aquele seu olhar inocente –

Eu: Não – menti e tirei as mãos da cara enquanto ambas deslizavam pelos rosto retirando pequenas lágrimas que se instalavam nos meus olhos –

Carlota: Estás sim – bufou e cruzou os braços – e a tia? onde foi a tia? – começou a olhar em volta – e a mãe? eu quero a mãe – rapidamente mudou de rosto –

Eu: Carlota, não chores, não agora – comecei a entrar num estado deprimente, não me estava a apetecer nada ter que dar explicações –

Débora: Prima, diz onde está a mãe !! – agora sim, estava a ficar complectamente perdida, não sabia o que fazer, e rapidamente o Afonso chegou perto de mim a chorar –

Eu: Afonso, que se passa? – começou a soluçar e agarrou-me pela perna –

Afonso: Sangue … mamã – fechou os olhos e rapidamente abriu os braços numa tentativa de pedir colo –

Eu: A mamã vai ficar bem – suspirei e agarrei-o ao colo – e nós vamo-nos vestir, e levar coisas para a mamã, para quando o tio chegar irmos ao hospital – agarrei na mão de Débora e Carlota agarrou-me pelo braço enquanto andávamos e subia-mos para o andar de cima –

Mariana: Inês – chamou-me e virei o meu corpo para ela –  o tio ligou e disse que estava quase a chegar – murmurou baixo – eu .. vou arranjar as coisas para a tia – por pouco tempo desapareceu da minha vista e subi complectamente para o andar de cima entrando assim no respectivo quarto –

Despi os gémeos e vestis-lhes com uma roupa que se encontrava em cima da cama de cada um, calcei-lhes e fiz o mesmo á Carlota, ainda não tinha novidades da minha mãe, muito menos da minha tia, estava tão nervosa, um filme de perguntas surgiram-me na mente, tinha medo que a minha mãe com os nervos entrasse em parto, que a Margarida estivesse mal, que o meu tio tivesse tido um acidente na vinda para cá e foram para o hospital, estava a morrer de medo, só tremia, sem razão para isso, acabei de arranjar os pequeninos e desci as escadas rapidamente tentando saber se havia novidades, espreitei pela janela e nem um sinal havia, o meu coração começava já a bater numa batida fora do normal, subi de volta para o quarto e comecei a guardar roupas da Margarida numa malinha, coloquei tudo o que achava que seria necessário para a minha prima, desci de volta e voltei a olhar pela janela que já dava sinal de chuva, o parapeito da janela começava a ficar enxaguado, os vidros húmidos e embaciados, subi uma ultima vez aquele quarto, penteei-me e fiquei por breves micro segundos a olhar para o quarto, algo me assustou, um som reconhecível mas ao mesmo tempo desconhecido, era o som da campainha, desci uma vez mais as escadas e espreitei pela porta, era o meu tio, finalmente tinha chegado, estava um tão pouco molhado, abri-lhe a porta e abracei-lhe sem esperar qualquer reacção da sua parte.

Eu: Finalmente – bufei de desespero e larguei-o –

Tio: Vou só mudar de roupa e vamos já para o hospital, a tua mãe entrou em parto – arregalei os olhos – e a Margarida acabou de nascer – subiu para o quarto e comecei a entrar num mundo á parte de volta, tudo o que via começou a ficar turvo de novo, o meu coração voltou á batida que estava á algum tempo atrás, as minhas mãos subiram até ao meu rosto e comecei a pressentir aqueles medos outra vez, aquela insegurança de algo não correr bem, arrepios correram o meu corpo todo, limpei as lágrimas e comecei a sorrir de felicidade, o meu maninho ia nascer e a minha prima tinha nascido, nada melhor que quando vem um novo membro ao mundo, limpei rapidamente as lágrimas e abracei a Mariana que olhava-me com um olhar totalmente confuso.

Eu: O mano vai nascer agora – gritei e comecei a chorar enquanto ria –  e .. a .. a prima nasceu e está tudo bem – separei-me dela e limpei as lágrimas com a manga do meu casaco –

Mariana:  A sério? –  olhou-me começando um sorriso a surgir-lhe no rosto –

Carlota: O quê ? – os três desceram as escadas e pararam a meio delas quando ouviram-nos –

Tio: Vá, vamos lá, que o rapaz não quer nascer enquanto não tiverem lá – deu uma leve gargalhada e agarrou nas mãos dos meninos –

Saímos de casa e peguei juntamente comigo a mala que tinha arranjado, abri o carro e de seguida o porta bagagens, coloquei lá tudo o que íamos levar para o hospital e fechei de seguida, cumprimentei os meus avós e coloquei os meninos na cadeirinha respectiva, presos pelo cinto, sentei-me no lugar vago e seguimos assim para o hospital, o caminho todo só ouvia perguntas dos gémeos e das minhas irmãs, olhei através do vidro e comecei a responder a cada pergunta que ia surgindo, cada uma atrás da outra, ouve breves momentos de pausa e limitei-me a olhar para a chova que ia invadindo o vidro deixando-o embaciado, olhei para o lado e os três encontravam-se já a dormir, pareciam uns anjinhos, estava a ser um dia exausto, pelo que comecei a fazer-lhes pequenas festinhas no cabelo e fechei os meus olhos juntamente, acabando por adormecer junto ao vidro, que me permitia ouvir cada pinga que caia no parapeito do mesmo.

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Aqui está mais um capítulo, não está muito interessante, mas gosto de dar curiosidade ahah, mas nao gosto de te-la, mas pronto, eu era para postar já esta semana, mas com os testes a voltarem, não deu, mas agora não vou ficar tanto tempo sem postar como fiquei na outra vez, por isso aqui vai o capítulo 11, espero que gostem, e comentem sim ?!, já tenho saudades de ver 15 comentários num capítulo :c

Xoxo*



publicado por A Dream and an Illusion às 20:33
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